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HOBSBAWM,O MARXISMO E OS INTELECTUAIS




Miguel Urbano Rodrigues

Reli há dias o último livro de Eric Hobsbawm: «Como Mudar o Mundo -Marx e o Marxismo,1840-2011»*.
Publicado pouco antes do seu falecimento, é uma coletânea de ensaios, conferências e artigos escritos entre 1956 e2009.
Distancio-me como comunista de parte da obra do historiador inglês. A discordância de muitas das suas opiniões, nomeadamente a reflexão sobre o desaparecimento da União Soviética e a agressão imperialista ao povo afegão, não me impede de aconselhar a leitura de «Como Mudar o Mundo». O seu mérito maior é o balanço  que apresenta do legado de Karl Marx e da sua profunda repercussão nos seculos XIX e XX e neste início do XXI. Tal como assinala no prefácio, «o marxismo foi durante os últimos 130 anos, um tema importante no contexto intelectual do mundo moderno e, através da mobilização de forças sociais, uma presença crucial, e em alguns períodos decisiva, na história do seculo XX».
A devastadora crise de civilização que hoje enfrentamos demonstra que o capitalismo não tem solução para os problemas da humanidade e terá de ser erradicado. Marx é, hoje como ontem, atualíssimo: ajuda a compreender o presente e abre as alamedas do futuro.
 
DO ENTUSIASMO À DESERÇÃO

Lenin afirmou que sem teoria revolução alguma pode vencer e ter longa vida. Enunciou uma evidência confirmada pela História.
Daí a importância dos intelectuais revolucionários como produtores e divulgadores de ideologia.
A obra de Marx, a principiar pelo Manifesto Comunista, não teria alcançado projeção mundial, cumprindo um papel insubstituível como guia para a ação revolucionária, se sucessivas gerações de intelectuais não a houvessem divulgado, transmitindo às massas uma nova compreensão da História, da economia, da política.
Mas, ao comentá-la e interpretá-la, muitos autores também a desfiguraram.
O livro de Hobsbawm contém uma informação densa e valiosa sobre a lenta divulgação de Marx ao longo da segunda metade do século XIX e das primeiras décadas do seculo XX.
Neste desambicioso artigo apenas chamarei a atenção para alguns aspetos da difusão do marxismo antes e depois da segunda guerra mundial e da influencia que as posições assumidas por autores que comentaram e interpretaram Marx, deformando-lhe o pensamento, tiveram no rumo de partidos operários tradicionais e de grandes lutas sociais contemporâneas.
Nos anos 20 e 30 do seculo passado, a ascensão do fascismo na Itália e na Alemanha provocou um interesse crescente dos intelectuais pelo marxismo. Escritores como HG Wells, Anatole France,Bernard Shaw, André Malraux, Aragon ,entre outros, assumiram a defesa da União Soviética, e, na Europa Ocidental e nos EUA, os debates sobre a obra de Marx ganharam atualidade. Tres prémios Nobel de Literatura, Aragon , Roger Martin du Gard e André Gide aderiram ao PCF. A ameaça fascista condicionava o futuro da Humanidade. Após a II Guerra Mundial, o interesse pelo marxismo aumentou. O papel decisivo da URSS na derrota do Reich nazi contribuiu muito para a adesão maciça de milhares de intelectuais aos partidos comunistas. Filósofos como Bertrand Russell e Jean Paul Sartre assumiram frontalmente a solidariedade com o povo soviético e os movimentos em defesa da Paz. Nas universidades, professores que não eram marxistas aderiram ao partido comunista.
A partir dos anos 50, houve uma autêntica enxurrada de livros e debates sobre o marxismo. Mas, como sublinha Hobsbawm, «a grande maioria dos intelectuais marxistas nesse período era constituída de marxistas recentes para os quais o próprio marxismo era coisa tao nova quanto, digamos, o jazz, o cinema e a literatura policial» tinham sido para as gerações anteriores.
O marxismo dos europeus era, porem, até à morte de Stalin,com poucas exceções, o divulgado pelas publicações da Academia das Ciências da URSS.
As interpretações alternativas da teoria marxista somente surgiram  após as polémicas desencadeadas pelo XX Congresso do PCUS.
Os textos dos filósofos da Escola de Frankfurt, de Adorno, Horkheimer e Marcuse, porta-vozes do chamado «marxismo ocidental»,  são na época tema de apaixonados debates nos campus universitários, coincidindo com as campanhas dos grandes media contra Stalin. A palavra stalinismo, criada pela burguesia, entra no léxico politico.
Para muitos intelectuais, a URSS, na qual durante décadas viam a pátria do socialismo, o país que construira uma sociedade símbolo do progresso e do humanismo, tornou-se, no auge de campanhas anticomunistas, a imagem da tirania e da desumanização da vida.
 Os livros de Gramsci, até então pouco conhecidos fora da Itália, conhecem difusão mundial, extravasando dos meios académicos. Mas a leitura da “mensagem” da obra do autor dos «Cadernos do Carcere» difere muito, mesmo no âmbito dos Partidos Comunistas do Ocidente.
A própria teoria da Hegemonia – a dominação da cultura de uma classe sobre o conjunto da sociedade - foi submetida a múltiplas interpretações, algumas incompatíveis. Em França, na Itália em Espanha, gramscianos entusiastas utilizaram – na para desvalorizar a luta de classes. Desvirtuado, Gramsci, um marxista original- inclusive um «leninista» na polémica opinião de Hobsbawm- foi bandeira do eurocomunismo. No Brasil e em Cuba destacados comunistas também o invocaram, distorcendo-lhe o pensamento.
Paradoxalmente, as campanhas contra a URSS e o «socialismo real» não afetaram a difusão do marxismo.
O anti- sovietismo, sobretudo apos os acontecimentos da Checoslováquia em l968, marcou a opção revisionista de influentes partidos comunistas do Ocidente, mas não impediu a expansão do marxismo em escala mundial.
A ruptura entre Moscovo e Pequim, a Revolução Cubana, a opção pelo socialismo da maioria dos movimentos de libertação africanos, a ampla difusão das teses de Frantz Fanon, a disseminação do Eurocomunismo criaram uma atmosfera de confusão ideológica.
 Os estruturalistas, nomeadamente Althusser e Poulantzas, fizeram escola, semeando discípulos em dezenas de países. O primeiro foi, aliás, membro do Comité Central do Partido Francês. 
Textos de Che Guevara também foram utilizados, com frequência e má-fé, por intelectuais que, deturpando-lhe o pensamento, assumindo-se como marxistas, utilizaram o eurocomunismo como alavanca de combate à União Soviética.
Dirigentes e académicos dos partidos comunistas da França e da Itália, que aderiram desde o início à perestroika não hesitaram em glorificar Gorbatchov e acompanharam com entusiasmo o processo de destruição da União Soviética. Das críticas a Stalin passaram rapidamente à crítica de Lenin.
O revisionismo de alguns partidos operários evoluiu em poucos anos para posições ostensivamente anticomunistas.
Um secretário-geral do PCF, Robert Hue, saudou como acontecimento positivo a desagregação da URSS, afirmando que tudo no país da Revolução de Outubro tinha sido negativo.

A VAGA REVISIONISTA 

A ofensiva revisionista precedeu, aliás, a perestroika.
As obras dos ideólogos da Escola de Frankfurt, foram amplamente publicadas nos EUA e saudadas pelas «novas esquerdas» americanas como contribuição revolucionaria ao marxismo. Nas grandes universidades, os epígonos de Marcuse condenaram em bloco os partidos comunistas existentes, revisionistas ou não, qualificando-os de traidores da causa socialista.
Os livros de Marx voltaram a ser amplamente editados e debatidos. «O Capital, entretanto, foi tratado como se fosse quase uma obra de epistemologia. Segundo Hobsbawm, “ a pesquisa e a análise do mundo real esconderam-se atrás do exame generalizado das suas estruturas e mecanismo, ou até atrás da investigação ainda mais genérica de como ele devia ser apreendido. Os teóricos eram tentados a passar de um exame dos problemas e perspetivas específicos de sociedades reais para um debate sobre a «articulação» dos «modos de produção» em geral”.
Muitos intelectuais, sobretudo os estruturalistas, esforçaram-se, na exegese da obra de Karl Marx, por opor os escritos do jovem Marx aos do Marx da maturidade. Dezenas de livros foram editados tendo por tema supostas e insanáveis contradições entre «Os Manuscritos de 1844» e «O Capital». Forjar imaginárias contradições entre Marx e Engels e opor ambos a Lenin foi outra modalidade de anticomunismo cultivada por marxologos antissoviéticos.
Esse cosmopolitismo marxizante somente deixou de fascinar os académicos das grandes universidades do Ocidente quando a URSS se desagregou e um capitalismo selvagem se implantou na Rússia, durante o consulado de Ieltsin.
O desaparecimento da União Soviética - uma tragedia para a Humanidade, festejada no Ocidente como vitória histórica da democracia-  atuou  como terramoto em partidos comunistas que já  tinham optado por um reformismo transparente. Muitos dirigentes apressaram-se a renegar o marxismo. Entre os intelectuais a debandada foi imediata; alguns invocaram a revolução técnico-cientifica para romper com o passado de comunistas.
O marxismo foi varrido das universidades e das livrarias.
Nos EUA, Francis Fukuyama,um funcionário do Departamento de Estado, anunciou com alegria o «Fim da História», a morte do comunismo e a vitória do neoliberalismo como a ideologia para a eternidade.
PRESENÇA DE MARX
A profecia foi,porém,rapidamente desmentida.
Marx volta hoje a ser editado, lido e o seu pensamento e obra debatidos. Na Europa, na America, na Asia, na Africa, Congressos e Seminários Internacionais são promovidos para o recordar e estudar.
Em Paris, Jean Salem promove na Sorbonne desde 2005 um Seminário semanal sobre «Marxismo no seculo XXI» em que participam em media 200 pessoas e que é acompanhado na Internet por dezenas de milhares.
O «Manifesto Comunista» é reeditado em dezenas de países, tal como as obras de Marx e Engels.
Como as causas que estão na origem das grandes revoluções não desapareceram e a crise do capitalismo se tornou estrutural, o renascer do interesse pelo marxismo é hoje uma realidade, não obstante a perda de influência dos partidos comunistas.
A cada ano aumenta o número de Congressos e Seminários Internacionais dedicados a Marx e à sua obra. Essas iniciativas mobilizam porem intelectuais que se situam em quadrantes ideológicos muito diferentes. Era inevitável. Emmanuel Wallerstein criou a expressão «os mil marxismos» em comentário a essa heterogeneidade.
Muitos marxianos interessam-se por Marx numa perspetiva exclusivamente académica. Ignoram a praxis.
Outros, embora afirmando a necessidade da luta contra o capitalismo e o imperialismo, concentram-se apenas em questões teóricas, distanciados de qualquer tipo de militância em organizações politicas.
Não esqueci o comentário ouvido do historiador Albert Soboul quando um comunista, professor da Universidade de São Paulo, no Brasil, expressou uma grande admiração pela contribuição do filósofo   Henri Lefèbvre como eminente marxista.
«É verdade-disse- ele escreveu livros importantes. Mas creio que nunca entrou numa fábrica, temo que nunca tenha falado com um operário».
Em Encontros sobre Marx participam também marxianos, sobretudo de tendência
trotskista, cujos trabalhos estão mais orientados para a crítica ao «socialismo soviético» do que propriamente para a exegese do pensamento do autor de «O Capital». Recordo o livro de uma historiadora portuguesa que, na tentativa frenética de responsabilizar Álvaro Cunhal pelo desfecho negativo da Revolução de Abril, o define como um menchevique português que teria impedido a luta revolucionária da classe operária…
Atitudes como essas não ocultam uma evidência: o renascimento do interesse por Marx e o marxismo é um fenómeno social e político de âmbito mundial, inseparável da consciência de que o capitalismo está condenado a desaparecer e que a única alternativa é o socialismo.
Reler os clássicos do marxismo, sobretudo Marx, tornou-se uma exigência das grandes lutas da humanidade contemporânea. Para preparar o futuro, como lembra Jean Salem.
Publicado no numero 3 de  «El Machete, revista de teoria y politica» do Partido Comunista do Mexico, Outubro   de 2013

*Eric Hobsbawm,«How to Change the World-Marx and Marxism,1840-2011»,London 2011


La ayuda soviética a la República española (Extraido de Antorcha)

Junto con mayo de 1937, la ayuda soviética a la II República es el hecho más manoseado de la historia de nuestra guerra. Lo cual quiere decir que aquí hay gato encerrado. Algo no les cuadra en su historia y lo tienen que extraer de la realidad con forceps de la manera que sea.


Dado que la ayuda soviética a la democracia española fue la única, es decir dado que los bolcheviques en el poder fueron los únicos que apoyaron al pueblo español en su guerra contra el fascismo, esto hay que taparlo y encubrirlo muy bien porque la tesis tiene que quedar siempre así: los comunistas son la negación de la democracia. Por tanto, cuando los hechos ya no se pueden ocultar, se tienen que ensuciar y arrastar por el suelo hasta que nadie pueda reconocer ni lo más evidente siquiera.
Cuando no hablamos de la historia de las cuevas de Altamira, sino que estamos en medio de una batalla ideológica, hay que partir de lo más obvio. En este caso el asunto se tiene que enfilar partiendo de dos circunstancias importantes sin las cuales no se consigue encuadrar:
— el 18 de julio de 1936 España aún no mantenía relaciones diplomáticas con la URSS
— tras el levantamiento fascista se formó el Comité Internacional de No Intevención por lo que cualquier ayuda era ilegal y clandestina
El 31 de agosto se publicaba en Moscú, como en los países imperialistas democráticos, el decreto que prohibía la exportación, reexportación y tránsito hacia España de toda clase de armas, municiones, material de guerra, aviones y navíos de combate. No se puede comprender el alcance de la ayuda soviética a la II República si no se comprende que era ilegal, y que los soviéticos, como todos los internacionalistas, estuvieron en la guerra clandestinamente, con documentación falsa. No se comprende la ayuda a la República si, a la vez, no se comprende que de esa manera la URSS se comprometía muy seriamente frente a todos los demás países del mundo, poniéndose al borde de la guerra en unas condiciones extremadamente desfavorables.

El dirigente del Partido comunista de la Federación Rusa habla sobre el camarada STALIN

Dejamos esta entrevista al camarada Ziuganov dirigente del Partido Comunista de la Federación Rusa en el homenaje que se hizo al camarada Stalin.


«EL ARTE DE LA GUERRA»: Nuevo Gladio en Ucrania

Haciendo un rápido recuento sobre el golpe de Estado de Kiev y las informaciones que hemos venido publicando durante el desarrollo de los acontecimientos, Manlio Dinucci describe el dispositivo de Estados Unidos y la OTAN tal y como se perfila en este momento: un nuevo «Gladio», o sea una estructura militar secreta capaz de manipular los acontecimientos políticos. 
Parafraseando una célebre serie estadounidense: «El Pentágono negará tener conocimiento de lo que usted haga…»

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Haciéndose llamar «Delta», este veterano de las fuerzas armadas israelíes dirige un comando militar durante el golpe de Estado de Kiev.
Manlio Dinucci
Il Manifesto
Traducido por Voltairenet
Su nombre de guerra es «Delta». Es uno de los jefes militares de la «revolución ucraniana» aunque, como él mismo declara, no se siente ucraniano. Bajo el casco lleva la kipá. La historia nos la cuenta la agencia de prensa judía –con sede en Nueva York– después de haberlo entrevistado bajo condiciones de anonimato, fotografiándolo en uniforme de camuflaje y chaleco blindado, con el rostro cubierto por gafas oscuras y una bufanda negra [1].
Delta es un veterano del ejército de Israel, especializado en combate urbano en la brigada de infantería Givati, fuerza que participó en la operación «Plomo Fundido» y en otras acciones contra Gaza, como la masacre de civiles perpetrada en el barrio Tel el-Hawa. A su regreso a Ucrania, hace varios años y como hombre de negocios, formó y entrenó –con otros ex militares israelíes el pelotón «Cascos azules de Maidan», aplicando en Kiev las técnicas de combate urbano ya puestas a prueba en Gaza.
Su pelotón, según declara Delta a la JTA, está a las órdenes deSvoboda, un partido que detrás de su nueva fachada conserva su matriz neonazi. Precisamente para tranquilizar a los judíos ucranianos que se sienten amenazados por los neonazis, Deltaafirma que la acusación de antisemitismo que pesa sobreSvoboda es una «idiotez».
La presencia en Ucrania de especialistas militares israelíes se confirma con la información, proveniente de la JTA y de otras agencias judías, de que varios heridos en los enfrentamientos con la policía en Kiev fueron enviados de inmediato a hospitales israelíes, por supuesto, para impedir que alguien pudiera revelar identidades incómodas. Como las identidades de la gente que entrenó y armó a los francotiradores que, con los mismos fusiles de precisión, dispararon en la plaza Maidan contra los manifestantes al mismo tiempo que contra los policías –alcanzados casi todos en la cabeza.

Estados Unidos y la Unión Europea piden a los neonazis ucranianos no utilizar la esvástica

Voltairenet
La Unión Europea y los Estado Unidos que apoyan y financian desde hace años a todos los grupos neonazis y otras facciones de radicales extremistas en el territorio este europeo, han dado como orden o instrucción a estos fascistas de nunca utilizar la esvástica nazi de Adolf Hitler como símbolo en sus marchas u otras manifestaciones.
Una manera discreta de pasar ante la opinión pública. Pero sobre todo para no comprometer a los EEUU y la Unión Europea de la alianza secreta que los mantiene juntos (operativo de inteligencia e infiltración subersiva dentro del proyecto Nuevo Gladio).
De esta manera, la prensa comercial occidental puede presentarlos hoy como luchadores por la democracia ante la “invasión rusa”. Sin embargo sus métodos, ideología y acciones son los mismos del nazismo de los años 1933-1939.
 
En Kiev, la Policía acudió al edificio del Ayuntamiento después de recibir la información de que personas no identificadas habían irrumpido en las oficinas municipales. Pero en la Alcaldía decenas de hombres enmascarados protegidos con cascos estaban esperando a los agentes y empezaron a golpearlos.
 
En ciudad de Mírgorod, en la provincia oriental de Poltava, cuatro hombres golpearon al presidente del consejo nacional, Vasili Tretetski. El también exalcalde resultó herido tras recibir un disparo de un arma de fuego en la calle.
 
Toma de control de la planta de producción de vodka Nemiroff, ubicada en la ciudad de Nemírov, en la provincia central de Vínnitsa. Hombres armados con granadas de humo asaltaron el edificio mientras agentes judiciales esperaban al lado.
 
En la ciudad occidental de Rovno un agente de Policía paró un automóvil con matrícula de Donetsk (una provincia oriental mayoritariamente rusófona) y exigió al conductor y los pasajeros retirar la cinta de San Jorge del interior del vehículo, pues los nacionalistas ucranianos consideran que la cinta negra y naranja conmemorativa de la victoria soviética en la Segunda Guerra Mundial es un símbolo de la conquista de Ucrania.
El director de la Compañía de Televisión Nacional de Ucrania (NTU) fue atacado por miembros del partido nacionalista Svobóda que le forzaron a escribir una carta de renuncia acusándole de que su canal emite contenido antiucraniano.

Exjefe de la inteligencia de Ucrania: Maidán recibía órdenes de EE.UU.

RT




La oposición ucraniana, con ayuda financiera, logística e ideológica de Occidente -sobre todo de EE.UU.-, está detrás de la masacre en el centro de Kiev y del golpe militar, reveló el exjefe del servicio de Seguridad de Ucrania Alexánder Yakimenko.


Alexánder Yakimenko trabajó en diferentes períodos como primer jefe del Servicio de Seguridad en Sebastopol y en la región de Donetsk, y el último año fue el jefe del Servicio de Seguridad de Ucrania, asignado por Yanukóvich. Yakimenko fue testigo directo de los acontecimientos trágicos en Kiev y sabe acerca de los mecanismos que llevaron a la revuelta.

El exjefe del Servicio de Seguridad de Ucrania reveló que los disparos de francotiradores que mataron a decenas de personas en Kiev el pasado 20 de febrero se realizaron desde un edificio controlado por el comandante de Maidán.  Además, señaló que el cabecilla no le permitió utilizar un grupo especial para poner orden a la situación.

No había ni un solo día que no acudieran a la embajada norteamericana


"Los disparos se produjeron desde el edificio de la filarmónica. El comandante de Maidán, Andréi Parubíi, controlaba el inmueble. Desde ese edificio disparaban los francotiradores el día 20 de febrero. Apoyaron el ataque contra los empleados del Ministerio del Interior, que ya estaban desmoralizados y de hecho se retiraban. Les persiguieron. En ese momento empezaron a disparar contra aquellos que agredían a las fuerzas del orden. Todo se produjo desde la sede musical. Cuando terminó la primera ráfaga de fuego, muchos vieron a unas 20 personas salir del edificio vestidas con algún tipo de uniforme. Llevaban bolsas para transportar armas. Lo más interesante es que no solo lo vieron nuestros empleados que se encontraban en Maidán, sino también sus representantes. Lo vio el Sector Derecho, los miembros de los partidos Svoboda, Batkivshina y Udar, dijo Yakimenko.

"Cuando empezaron a disparar contra los representantes de Maidán, Svoboda y Sector Derecho me pidieron que utilizara el grupo Alfa para poner orden en aquellos edificios. Estaba dispuesto a hacerlo, pero para ello necesitaba el sí de Parubíi. Y no me lo dio. Ni una sola pistola podía entrar en Maidán sin el visto bueno de Parubíi. Él después fue captado por varios representantes de la inteligencia. Son fuerzas que cumplían con todo lo que se les dictaba desde EE.UU. No había ni un solo día que no acudieran a la embajada norteamericana", comentó en una entrevista el exjefe del Servicio de Seguridad de Ucrania.

Según Yakimenko, los francotiradores se divididieron en dos grupos de diez personas. Uno de estos grupos tomó posición en el hotel Ucrania, desde donde abrió fuego.

Francotiradores


Las palabras de Yakimenko dan más peso a la reciente filtración de un diálogo entre el ministro de Asuntos Exteriores de Estonia, Urmas Paet, y la jefa de la diplomacia de la Unión Europea, Catherine Ashton, que confirma que los francotiradores de Kiev fueron contratados por la oposición.

"Tenemos información de que en estas acciones participaron representantes de ex fuerzas especiales del Ministerio de Defensa de Ucrania. Se informó de que hubo representantes de la antigua Yugoslavia, hubo información sobre la participación de mercenarios de otros países", recalcó Yakimenko.

La mano estadounidense



La totalidad en el método dialéctico de Marx y Hegel

Julio Cota
Buró político del Partido Comunista de México
Debemos pensar el capitalismo en su totalidad para resolver su contradicción fundamental y no de manera fragmentaria para perdernos en reformismos. Esto no es sólo un problema metodológico, sino táctico y estratégico, es ante todo, una posición política entre reforma y revolución. Diversos sectores sociales resisten consciente o inconscientemente al capitalismo, sin embargo, sólo el proletariado consciente contiene la totalidad de los intereses de los oprimidos. Para comprender la crisis civilizatoria de la modernidad que ha generado el capitalismo, es necesario retomar la categoría de totalidad que el sistema hegeliano propuso, y más aún, la que el marxismo en su versión materialista desarrolló y mejoró.



G. F. Hegel pretendió nada menos que explicar todo lo pensable, por ello el eje rector de su sistema filosófico no es su concepto de devenir histórico, sino el concepto de totalidad. La pretensión de Hegel por albergar dentro de un gran armazón teórico todo lo que los hombres han producido a través de la historia, es la Ley que rige el desenvolvimiento del Espíritu (1), es decir, la filosofía misma. La categoría de totalidad es la columna vertebral del método dialéctico de Hegel.Para él lo único real es la totalidad, en donde sus partes integrantes (sujeto y objeto) no son más que momentos históricos de dicha totalidadcomo sistema.
Para Hegel el conocimiento está en el Absoluto (2) y éste se encuentra en nosotros mismos, dicho conocimiento tiene un proceso: primero, la mera consciencia sensible, luego esta consciencia pasa por la autoconsciencia hasta llegar finalmente al saber absoluto. Esto significa para Hegel, que el propio Absoluto se piensa a sí mismo. Idealismo objetivo puro.

RT Investigaciones: Golpes exportados, EE.UU. y su papel clave en medio siglo de revoluciones

RT



Llama la atención la similitud que guardan las revoluciones organizadas en América Latina, los países árabes y ahora Ucrania. En el programa de RT 'Golpes exportados' Jelena Milincic expone pruebas y argumentos sobre la involucración de EE.UU.
"¿Por qué nunca habrá un golpe de Estado en Estados Unidos? Porque en Washington no hay ninguna embajada de EE.UU.". Este viejo chiste lo repiten a menudo los actuales líderes latinoamericanos, pero en verdad sigue estando muy de actualidad. En las últimas décadas así lo han podido comprobar muchos países: Irán (1953), Guatemala (1954), Vietnam del Sur (1963), Grecia (1967) y Chile (1973) son solo algunos ejemplos. Existen pruebas fundadas de que la embajada de EE.UU. estuvo directamente involucrada en esas revoluciones

Entre las organizaciones que ayudan a organizar esas revueltas destaca ante todo la USAID, con cuya participación se llevó a cabo, por ejemplo, la preparación del golpe de Estado en Honduras en junio de 2009. Numerosas pruebas relacionan a la USAID con la organización de 'las revoluciones de color' y los golpes de estado en los países del Hemisferio Occidental. Principalmente se trata de Cuba, Venezuela, Ecuador, Bolivia y Nicaragua.

Otro grupo que está detrás de numerosas revoluciones es el serbio Otpor (Resistencia) que organizó su primera revolución en Serbia en el año 2000 contra Slobodan Milosevic y luego por todo el mundo. 

En Venezuela

Según WikiLeaks, Canvas (el nuevo movimiento Otpor) dedicó muchos esfuerzos a desestabilizar y derribar al régimen de Hugo Chávez en Venezuela. Por otro lado, en ese país las actividades de la USAID no tienen ninguna base legal ya que existe ningún acuerdo intergubernamental. Sin embargo, desde 2002 (tras el fracaso del golpe de Estado de abril) el personal de la agencia se movilizó con el apoyo de la Embajada de EE.UU y se mostró más activo. Los activistas de la oposición recibieron al menos 70 millones de dólares a través de distintas fuentes de financiación destinados al apoyo de los candidatos antichavistas, a la intensificación de la crisis política, la movilización de la sociedad civil y la formación de un nuevo liderazgo democrático.

En Bolivia

Contra o fascismo e a guerra

Albano Nunes
Avante



O 15.º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários realizado em Lisboa em 8, 9 e 10 de Novembro com a participação de 75 delegações provenientes de 63 países aprovou um conjunto de Linhas de acção comum ou convergente cuja importância deve ser valorizada. Por duas razões fundamentais. A primeira porque, sem esquecer que nada pode substituir o enraizamento e a luta dos partidos comunistas no seu próprio país, só a cooperação internacionalista, entre si e com as forças revolucionárias e progressistas de todo o mundo, pode conter e derrotar a violenta e concertada ofensiva do imperialismo contra os trabalhadores e contra os povos. A segunda porque, como a história demonstra, a cooperação dos partidos comunistas na acção e para a acção é determinante para forjar os laços de recíproca compreensão, respeito, amizade e solidariedade indispensáveis à unidade do movimento comunista e ao fortalecimento do seu papel insubstituível na luta para libertar a Humanidade do flagelo do Capital.



O movimento comunista e revolucionário mundial fortalece-se, não através de estéreis discussões «ideológicas» e polémicas públicas, mas voltando-se decididamente para as massas e para a luta em defesa dos seus interesses e aspirações mais sentidas. «Rejeitando – como sublinhou o Comité Central do PCP na sua reunião de Dezembro – as diferentes formas de oportunismo, seja na sua expressão de adaptação ao sistema ou dogmática e sectária». Reconhecendo diferenças de situação e de opinião, mesmo divergências por vezes sérias – como aconteceu no 15.º Encontro em que não foi possível chegar a uma Declaração Final – mas valorizando o que une e persistindo na acção comum ou convergente contra o inimigo de classe, com a certeza de que, articulado com o exame franco e fraternal dos problemas, esse é também o caminho para aproximar posições no plano político e ideológico.

Todas as linhas de acção decididas no 15.º Encontro são importantes, mas deve chamar-se a atenção para as que se referem à luta contra o racismo, a xenofobia, a extrema-direita, que sublinham a importância do combate ideológico ao anti-comunismo e às falsificações da História e que propõem que o 100.º aniversário do início da Primeira Guerra Mundial (1914/18) e o 75.º aniversário do da Segunda Guerra Mundial (1939/45) sejam ocasião para combater o revisionismo histórico, evidenciar as raízes de classe do fascismo e da guerra, mostrar o papel determinante dos comunistas e da URSS na derrota do nazi-fascismo e a ligação da luta pela paz com a luta pelo socialismo.



A oportunidade e importância destas decisões é evidente. O desenvolvimento da crise capitalista despoletada há cinco anos com a falência do Lehman Brothers, confirmando que ela é expressão de uma crise mais profunda, estrutural e sistémica do capitalismo, está a ser acompanhada do desenvolvimento de tendências autoritárias e de medidas repressivas que estão a configurar uma concepção e prática dos estados burgueses e das instituições internacionais de articulação imperialista, como a União Europeia, de perigosos contornos fascizantes. A afirmação pode parecer excessiva, mas não o é se atentarmos no modo sorrateiro como, perante o desenvolvimento da luta popular e a ameaça revolucionária ao seu poder, as classes dominantes impuseram ao longo do século XX as mais cruéis ditaduras e desencadearam as guerras mais sangrentas. A abrir caminho vão os marginais racistas, nacionalistas e anti-comunistas que levantam cabeça por essa Europa fora e que, com as consequências sociais da crise e a opressão supranacional da integração capitalista, tendem a crescer ainda mais.


É a tudo isto que os partidos comunistas consideram que é necessário reforçar o combate, antes que seja demasiado tarde.

Giorgi Dimitrov: La ofensiva del fascismo y las tareas de la Internacional en la lucha por la unidad de la clase obrera contra el fascismo

I

El fascismo y la clase obrera





¡Camaradas! Ya el VI Congreso Internacional Comunista previno al proletariado internacional sobre la maduración de una nueva ofensiva fascista, llamándolo a la lucha contra ella. El Congreso señaló que "casi en todas partes existen tendencias fascistas y gérmenes de un movimiento fascista en forma más o menos desarrollada".
Bajo las condiciones de la profunda crisis económica desencadenada, de la violenta agudización de la crisis general del capitalismo, de la revolucionización de las masas trabajadoras, el fascismo ha pasado a una amplia ofensiva. La burguesía dominante busca cada vez más su salvación en el fascismo para llevar a cabo medidas expcionales de expoliación contra los trabajadores, para preparar una guerra imperialista de rapiña, el asalto contra la Unión Soviética, para preparar la esclavización y el reparto de China e impedir, por medio de todo esto, la revolución.
Los círculos imperialistas intentan descargar todo el peso de la crisis sobre las espaldas de los trabajadores. Para esto, necesitan el fascismo.
Tratan de resolver el problema de los mercados mediante la esclavización de los pueblos débiles, mediante el aumento de la presión colonial y un nuevo reparto del mundo por la vía de la guerra. Para esto, necesitan el fascismo.
Intentan adelantarse al crecimiento de las fuerzas de la revolución mediante el aplastamiento del movimiento revolucionario de los obreros y campesinos y el ataque militar contra la Unión Soviética, baluarte del proletariado mundial. Para esto, necesitan el fascismo.
En una serie de países -particularmente en Alemania- estos círculos imperialistas lograron, antes del viraje decisivo de las masas hacia la revolución, infligir al proletariado una derrota e instaurar la dictadura fascista.
Pero carácteríristica de la victoria del fascismo es precisamente la circunstancia de que esta victoria atestigua por una parte la debilidad del proletariado, desorganizado y paralizado por la política escisionista socialdemócrata de colaboración de clase con la burguesía y, por otra parte, revela la debilidad de la propia burguesía que tiene miedo a que se realice la unidad de lucha de la clase obrera, que teme a la revoluciín y no está ya en condiciones de mantener su dictadura sobre la masas con los viejos métodos de la democracia burguesa y del parlamentarismo.
El carácter de clase del fascismo
El fascismo en el poder, camaradas, es, como acertadamente lo ha caracterizado el XIII Pleno del Comité Ejecutivo de la Internacional Comunista, la dictadura terrorista abierta de los elementos más reaccionarios, más chovinistas y más imperialistas del capital financiero.
La variedad má:s reaccionaria del fascismo es la de tipo alemán. Tiene la osadía de llamarse nacionalsocialismo, a pesar de no tener nada de común con el socialismo. El fascismo alemán no es solamente un nacionalismo burgués, es un chovinismo bestial. Es el sistema de gobierno del bandidaje político, un sistema de provocaciones y torturas contra la clase obrera y los elementos revolucionarios del campesinado, de la pequeña burguesía y de los intelectuales. Es la crueldad y la barbarie medievales, la agresividad desenfrenada contra los demás pueblos y países.
El fascismo alemán actúa como destacamento de choque de la contrarrevolución internacional, como incendiario principal de la guerra imperialista, como instigador de la cruzada contra la Unión Soviética, la gran Patria de los trabajadores de todo el mundo.
El fascismo no es una forma de Poder Estatal, que esté, como se pretende, "por encima de ambas clases, del proletariado y de la burguesía", como ha afirmado, por ejemplo, Otto Bauer. No es "la pequeñ,a burguesía sublevada que se ha apoderado del aparato del Estado", como declara el socialista inglés Brailsford. No, el fascismo no es un poder situado por encima de las clases, ni el poder de la pequeña burguesía o del lumpenproletariado sobre el capital financiero. El fascismo es el poder del propio capital financiero. Es la organización del ajuste de cuentas terrorista con la clase obrera y el sector revolucionario de los campesinos y de los intelectuales. El fascismo, en política exterior, es el chovinismo en su forma más brutal que cultiva un odio bestial contra los demás pueblos.
Hay que recalcar de un modo especial este carácter verdadero del fascismo, porque el disfraz de la demagogia social ha dado al fascismo, en una serie de países, la posibilidad de arrastrar consigo a las masas de la pequeña burguesía, sacadas de quicio por la crisis, e incluso a algunos sectores de las capas más atrasadas del proletariado, que jamás hubieran seguido al fascismo si hubiesen comprendido su verdadero carácter de clase, su verdadera naturaleza.
El desarrollo del fascismo y la propia dictadura fascista revisten en los distintos países formas diferentes, según las condiciones históricas, sociales y económicas, las particularidades nacionales y la posición internacional de cada país. En unos países, principalmente allí, donde el fascismo no cuenta con una amplia base de masas y donde la lucha entre los distintos grupos en el campo de la propia burguesía fascista es bastante dura, el fascismo no se decide inmediatamente a acabar con el parlamento y permite a los demás partidos burgueses, así como a la socialdemocracia, cierta legalidad. En otros países, donde la burguesía dominante teme el próximo estallido de la revolución, el fascismo establece el monopolio político ilimitado, bien de golpe y porrazo, bien intensificando cada vez más el terror y el ajuste de cuentas con todos los partidos y agrupaciones rivales, lo cual no excluye que el fascismo, en el momento en que se agudezca de un modo especial su situación, intente extender su base para combinar -sin alterar su carácter de clase- la dictadura terrorista abierta con una burda falsificación del parlamentarismo.
La subida del fascismo al poder no es un simple cambio de un gobierno burgués por otro, sino la sustitución de una forma estatal de la dominación de clase de la burguesía -la democracia burguesa- por otra, por la dictadura terrorista abierta. Pasar por alto esta diferencia sería un error grave, que impediría al proletariado revolucionario movilizar a las más amplias capas de los trabajadores de la ciudad y del campo para luchar contra la amenaza de la toma del poder por los fascistas, así como aprovechar las contradicciones existentes en el campo de la propia burguesía. Sin embargo, no menos grave y peligroso es el error de no apreciar suficientemente el significado que tienen para la instauración de la dictadura fascista las medidas reaccionarias de la burguesía que se intensifican actualmente en los países de democracia burguesia, medidas que reprimen las libertades democráticas de los trabajadores, restringen y falsean los derechos del parlamento y agravan las medidas de represión contra el movimiento revolucionario.
Camaradas, no hay que representarse la subida del fascismo al poder de una forma tan simplista y llana, como si un comité cualquiera del capital financiero tomase el acuerdo de implantar en tal o cual día la dictadura fascista. En realidad, el fascismo llega generalmente al poder en lucha, a veces enconada, con los viejos partidos burgueses o con determinada parte de éstos, en lucha incluso en el seno del propio campo fascista, que muchas veces conduce a choques armados, como hemos visto en Alemania, Austria y otros países. Todo esto, sin embargo, no disminuye la significación del hecho de que, antes de la instauración de la dictadura fascista, los gobiernos burgueses pasen habitualmente por una serie de etapas preparatorias y realicen una serie de medidas reaccionarias, que facilitan directamente el acceso del fascismo al poder. Todo el que no luche en estas etapas preparatorias contra las medidas reaccionarias de la burguesía y contra el creciente fascismo, no está en condiciones de impedir la victoria del fascismo, sino que, por el contrario, la facilitará.
Los jefes de la socialdemocracia encubrieron y ocultaron ante las masas el verdadero carácter de clase del fascismo y no llamaron a la lucha contra las medidas reaccionarias cada vez más graves de la burguesía. Sobre ellos pesa una gran responsabilidad histórica por el hecho de que, en los momentos decisivos de la ofensiva fascista, una parte considerable de las masas trabajadoras de Alemania y de otra serie de países fascistas no reconociese en el fascismo a la fiera sedienta de sangre del capital financiero, a su peor enemigo y que estas masas no estuvieran preparadas para hacerle frente.
¿De dónde emana la influencia del fascismo sobre las masas? El fascismo logra atraerse las masas porque especula de forma demagógica con sus necesidades y exigencias más candentes. El fascismo no sólo azuza los prejuicios hondamente arraigados en las masas, sino que especula también con los mejores sentimientos de éstas, con su sentimiento de justicia y, a veces, incluso con sus tradiciones revolucionarias. ¿Por qué los fascistas alemanes, esos lacayos de la gran burguesía y enemigos mortales del socialismo, se hacen pasar ante las masas por «socialistas» y presentan su subida al poder como una «revolución»? Porque se esfuerzan por explotar la fe en la revolución y la atracción del socialismo que viven en el corazón de las amplias masas trabajadoras de Alemania.
El fascismo actúa al servicio de los intereses de los imperialistas más agresivos, pero ante las masas se presenta bajo la máscara de defensor de la nación ultrajada y apela al sentimiento nacional herido, como hizo, por ejemplo, el fascismo alemán que arrastró consigo las masas pequeño burguesas con la consigna de "¡Contra Versalles!".
El fascismo aspira a la más desenfrenada explotación de las masas, pero se acerca a ellas con una demagogia anticapitalista, muy hábil, explotando el profundo odio de los trabajadores contra la burguesía rapaz, contra los bancos, los trusts y los magnates financieros y lanzando las consignas más seductoras para el momento dado, para las masas que no han alcanzado una madurez política; en Alemania: "Nuestro Estado no es un Estado capitalista, sino un Estado corporativo"; en el Japón: "por un Japón sin explotadores"; en los Estados Unidos: "por el reparto de las riquezas", etc...
El fascismo entrega al pueblo a la voracidad de los elementos más corrompidos y venales, pero se presenta ante él con la reivindicación de un "gobierno honrado e insobornable". Especulando con la profunda desilusión de las masas sobre los gobiernos de democracia burguesa, el fascismo se indigna hipócritamente ante la corrupción (véase, por ejemplo, el caso Barmat y Sklarek en Alemania, el caso Staviski en Francia y otros).
El fascismo capta, en interés de los sectores más reaccionarios de la burguesía, a las masas decepcionadas que abandonan los viejos partidos burgueses. Pero impresiona a estas masas por laviolencia de sus ataques contra los gobiernos burgueses, por su actitud irreconciliable frente a los viejos partidos de la burguesía.
Dejando atrás a todas las demás formas de la reacción burguesa, por su cinismo y sus mentiras, el fascismo adapta su demagogia a las particularidades nacionales de cada país e incluso a las particularidades de las diferentes capas sociales dentro de un mismo país. Y las masas de la pequeña burguesía, incluso una parte de los obreros, llevados a la desesperación por la miseria, el paro forzoso y la inseguridad de su existencia, se convierten en víctimas de la demagogia social y chovinista del fascismo.
El fascismo llega al poder como el partido del asalto contra el movimiento revolucionario del proletariado, contra las masas populares en efervescencia, pero presenta su subida al poder como un movimiento "revolucionario", dirigido contra la burguesía en nombre de "toda la nación" y para "salvar" a la nación. (Recordemos la "marcha" de Mussolini sobre Roma, la "marcha" de Pilsudski sobre Varsovia, la "revolución" nacional-socialista de Hitler en Alemania, etc.).
Pero cualquiera que sea la careta con que se disfrace el fascismo, cualquiera que sea la forma en que se presente, cualquiera que sea el camino por el que suba al Poder, el fascismo es la más feroz ofensiva del capital contra las masa trabajadoras;
el fascismo es el chovinismo más desenfrenado y al guerra de rapiña;
el fascismo es la reacción feroz y la contrarrevolución;
el fascismo es el peor enemigo de la clase obrera y de todos los trabajadores.
¿Qué ofrece a las masas el fascismo victorioso?